quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Contrações

03 de outubro de 2011
·  Boletim da Gestante:
   
         Manhã:
          De molho no hospital. A Laura tá querendo se apressar, mas estamos segurando as pontas. Suave na nave, firmeza na represa. Tudo certo. Provavelmente amanhã já estaremos em casa.

      Tarde:
          Estamos bem, pessoal!
A Laura resolveu se aqueitar e voltamos pra casa.
Obrigada à todos pelo carinho e aguardem novas notícias da nossa pequena (na hora certa, de preferência).
     Comentários
 
           Fui tranquila até o hospital, mesmo com as contrações fortes, fiquei numa boa quando o Dr. Juarez me disse para dormir lá e até dispensei a companhia do Bruno durante a madrugada, pois sabia que no outro dia estaria em casa novamente. Mas daí fiquei num quarto com uma mãezinha e sua filha que nasceu prematura, de 35 semanas, justo o tempo de gestação que eu estava. Vi o quão frágil e miudinha era aquela menininha e não queria de jeito nenhum que a nossa filha nascesse antes do tempo.Pela primeira vez tive medo que algo ruim acontecesse à Laura. Uma hora cheguei a chorar baixinho e não dormi nada, porque tinham me prescrito uma medicação na veia que me deixou com uma taquicardia louca.
 
          No outro dia me acalmei. A minha mãe chegou, troquei de quarto e logo recebi alta. Segui tomando uma medicação em casa para segurar a Laura até as 38 semanas, quando ela deixaria de ser prematura. De noite, em casa, fiquei com medo de novo, mas aí o Bruno e a mãe me deram colo, me acalmaram e ficou tudo bem.   

O primeiro Boletim

     28 de setembro de 2011

          Boletim da Gestante: 
          Chegou o calor! Consequentemente meus pés estão se assemelhando a dois pãezinhos sovados, o esquerdo maior que o direito por causa da torção do início do mês. Lado bom: ainda não cheguei ao ponto de usar só Havaianas 2 números maiores, nem virando os beiços (mas quando chegar a esse ponto eu aviso).

         

          Comentários:
         
          Quando as pessoas me encontravam elas diziam: "Nossa, mas tu tá muito bem! Não inchou nem engordou nada!!Só tem barriga!" Mas os pés começaram a inchar e resolvi tomar providências.

          Comecei a fazer dernagem linfática nas pernas, bem de leve, para que o inchaço diminuísse. Aproveitava e ficava relaxando ao som de cantigas infantis durante as massagens. Aí me dei por conta porque não gosto muito das tais cantigas, desde que eu era bem criancinha.
    
          Vocês já escutam as letras delas? "Boi, boi, boi... boi da cara preta. Pega essa menina que tem medo de careta..." Interpretando: Vai lá, seu boi, leva essa guria embora se ela reclamar da cara feia de alguém!!! Ou pior: "Terezinha de Jesus, de uma pedra foi ao chão, acudiram três cavalheiros..." Interpretando: Na minha inocente cabecinha infantil, achava que a Terezinha estava tomando pedradas na cabeça dos três caras! Juro que pensava isso!!! E essa então: "Nana nenê, que a Cuca vem pegar. Papai foi na roça, mamãe foi trabalhar". Interpretação: Meu pai e a minha mãe saíram e se eu dormir, vem a Cuca e me leva embora... Buááááá!!!! Eu quero a minha mããããe!!!!


          Aos que me conhecem desde que nasci, entenderam agora porque eu não queria deixar os meus pais irem a baile nenhum??

Os Boletins (da Gestante e da Mãe de Primeira Viagem)

     O primeiro boletim foi escrito dia 28 de setembro e até a Laura nascer, este e os subsequentes eram intitulado Boletim da Gestante, depois que ela chegou, passaram a ser chamados Boletim da Mãe de Primeira Viagem.

     Tudo começou com poucas frases pra contar via internet como estavam sendo os meus dias de grávida. Então, como gosto muito de escrever, as poucas frases foram se multiplicando, virando tópicos e depois que a Laura chegou os tópicos viraram parágrafos cada vez mais longos.

     A partir de agora, vou transcrever os Boletins que estão disponíveis do Facebook https://www.facebook.com/andreaturrasala com alguns comentários devidamente identificados, para que a essência dos Boletins não se perca.

     Desejo que todos divirtam-se relendo todos os Boletins da Gestante e da Mãe de Primeira Viagem,

O chá de fraldas que não aconteceu

     Há muito tempo que evito lugares com muita gente. Definitivamente deixei de gostar de muvuca, gentarada, junção. Já contei aqui que não achei a melhor coisa do mundo ir ao show do U2 nem viajar com um monte de mulheres. Acho que foi por isso que não quiz fazer o tradicional chá de bebê. Primeiro porque me dou com várias turmas diferentes aqui de Santa Rosa, que nem sempre se dão entre si, aí já iria criar um climão, porque fulana não gosta da sicrana e sicrana implica com aquela outra. E como eu sei bem como é desagradável esse tipo de coisa, achei por bem evitar tal constrangimento. Depois junta mais a parentada, mais as gurias de Santo Ângelo (que são poucas, mas indispensáveis)... resumindo: no mínimo 40 mulheres no mesmo ambiente. Não, muito obrigada. Minha mãe insistiu muito pra que eu fizesse alguma coisa, disse que organizaria tudo e que seria legal. Mas fui adiando, adiando... até que fui posta contra a parede.

     A minha última viagem a Porto Alegre grávida aconteceu no feriado de 20 de setembro. Então, chamei as minhas amigas, primas e tias que moram em Porto Alegre, mais a Camila, minha irmã e a mãe para que nos reuníssemos, com a desculpa do chá de bebê.  

     Não teve chá, e sim Polar e Liber bem geladas, mais os salgadinhos como tira gosto. Não tive que adivinhar os presentes nem me pintaram a barriga, os braços e o rosto, muito menos me encheram de fitas dos pacotes de presente no cabelo. Foi tudo light e divertido. Todas se conheciam do meu casamento, do tempo de faculdade ou da época que morei em Porto Alegre. Conversas animadas, mas num tom de voz baixo, sem zoeira nem música alta e sem necessidade de ficar fazendo sala pra ninguém, pois todas são  ‎"de casa", como se diz.

     Quem estiver lendo este post deve estar pensando:  ‎"Credo, mas a Déia está muito anti social!!". Pois é, não tiro a razão de quem está pensando assim. O fato é que isso está acontecendo mesmo, e anda me preocupando.  

     Não gosto de Natal e sei que dezembro vem aí, com toda a junção familiar, suas rezas e amigos secretos, o chato e calorento Papai Noel... depois virão as festinhas de aniversário da Laura e dos (as) amiguinhos(as), reuniões e apresentações na escola... E eu assim, sem querer  ‎"me misturar" muito.  Ando visitando a minha terapeuta seguidamente e este assunto entra em pauta volta e meia. Bom, o chá de bebê de Santa Rosa não aconteceu, mas sei de vários eventos que não terei como escapar. Vamos ver como me saio neles.  

O nome

     A escolha do nome da nossa menina foi bem democrática. Os três maiores interessados (eu, o Bruno e a Luiza) sentamos confortavelmente no sofá da sala, cada um com um bloco de papel e caneta em punho e fizemos uma lista com as nossas preferências.

     Na minha lista figuravam 6 ou 7 nomes: entre eles Stella, até então o meu favorito. Desde a inauguração da Tao, lá no final de março de 2007 que eu digo que quando tivesse uma filha ela se chamaria Stella (em homenagem a gostosíssima Stella Artois, cerveja muito apreciada por mim). Outros nomes cotados: Betina, Livia... Na lista do Bruno também tinham 7 ou 8 nomes, entre eles Isabella e  Isadora (ele sempre gostou desses nomes).

     Já a lista da mana Luiza não era tão modesta. Mais ou menos 20 nomes, de largada. Entre eles Steffany, Cloe, Britney e outros tantos nomes americanos. Aí combinamos com ela que a bebê teria um nome nacional e a lista diminuiu consideravelmente. Nos preferidos da Luiza estava Luiza Júnior. Apesar de achar lindo este nome, explicamos para ela que não dava para ter duas Luizas. Prontamente ela disse: “Mas meu pai não é Bruno Júnior? Por que não pode ser Luiza Júnior?!”  Ótima pergunta, mas Luiza também foi cortado da lista.

     A Luiza foi a mediadora e coordenadora da operação. Lia-se um nome em voz alta. O combinado era que se dois não gostassem do tal nome, ele era riscado da lista por ela. E assim foi. Laura estava em duas das três listas, não me recordo de quem. E foi o nome que eu, o Bruno e a Luiza escolhemos pra nossa pequena. O mais legal foi que os três acharam o nome forte, muito bonito e coicidentemente começando com a letra L, como Luiza Júnior....

     Dias depois, recebi um e-mail bem carinhoso da Luiza com o significado dos nomes:

Andrea
Origem: Grega
Significado de Andrea: Mulher de poder. Também pode ser utilizado na forma masculina.

Laura
Origem: Latim
Significado: A árvore de louros

Luiza
Origem: Latim
Significado: Lutadora

                                                                A mamãe e a Laura em grande estilo.

É uma menina!

     De volta das férias de inverno, era hora da tão esperada ecografia para ver o bebê e o sexo do mesmo. Cheguei ao consultório antes do Bruno e da Luiza. Falei pra médica que a minha enteada estava chegando a qualquer momento com o Bruno e que ela não sabia que era um menino, e que seria legal fazer uma onde bem grande como se nós também não soubéssemos, pra que se criasse um clima de surpresa e tal. Ela me disse: “ Mas eu te disse isso quando tu estavas com 12, 13 semanas, né? Temos que confirmar se é um menino mesmo, era muito cedo pra ter certeza naquela época!”.    
    
     Foi ela colocar a ponteira do aparelho na minha barriga para dar uma risadinha e exclamar:  “Eu falei que tínhamos que confirmar aquele exame... É uma menina!!!” Ahhhhhhhh!!!!!! Huahuahua!!!!! As minhas gargalhadas fizeram o exame ser interrompido por alguns instantes, pois além de eu me sacudir inteira, a médica também ria muito! Neste exato momento, alguém bate na porta. Era a Luiza acompanhada pelo Bruno. Pediram licença, entraram e se posicionaram ao meu lado. E a médica fez conforme eu havia pedido; enrolou, fez suspense... mostrou a perninha, a bundinha, a outra perninha do bebê... e o pobre do Bruno achando que sabia do resultado. Foi então que ela disse: “A Luiza vai ter uma maninha! É uma menina!!”

     A reação dele: uma cara de susto, primeiramente um rosto sério e uma expressão que com certeza queria dizer: “Como assim? Mas era um guri!!” e depois um sorriso amarelo, muito, mas muito engraçado. A minha reação foi a de uma atriz de primeira: “Uma menina!!! Ai, que legal, né Luiza?!” Aí olhei para o pai das meninas com uma expressão de compaixão, a mesma que figurava no rosto da médica, que também olhava para o único exemplar masculino da sala. Ele, percebendo as nossas caras disse que tudo bem, que estava tudo certo...
 Eu sabia que aquela história de menino, Marcelo, Pedro Piça não estava certa. Agora sim, parecia que tudo fazia sentido!!! 100% é 100%, e com capô de fusca presente na tela não restavam dúvidas!

     Preparamos a Luiza para ser a única menina, a princesa das duas casas, já que ela tem um meio irmãozinho de 4 anos (por parte da mãe) e ganharia outro, até aquela manhã. Então agora teríamos que mudar a tática e convencê-la que de ter uma irmã seria ótimo, pois ela ensinaria tudo o que sabe para a pequena: pintar as unhas, arrumar o cabelo, combinar as roupas... depois de alguns instantes de uma conversa descontraída conseguimos o resultado esperado.

     E a teoria do Bruno? Ele alegou que ela só é válida para o primeiro filho, já que ele virara um homem sério há muito tempo. Só me restava acreditar, mesmo porque não existe pesquisa científica que comprove tal teoria. Saímos do consultório e começamos a avisar o pessoal que tínhamos caído na pegadinha do Malandro;  viria uma menina, glu glu!!

    

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As férias de inverno

     Como a Luiza mora nos Estados Unidos, as férias de verão dela se convertem nas nossas de inverno (julho e agosto). E para que ela pudesse curtir pelo menos um pouco de calor,  viajamos os quatro (eu, o Marcelo ou Pedro, o Bruno e ela). Ficamos uns dias em São Paulo, na casa dos compadres Nanda e Jandrei. Lá fomos no Playcenter e eu fiquei olhando tudo, já que gestante não pode andar em nenhum brinquedo. Me dei pro satisfeita por fazer uma tatuagem de borboleta (hena) na barriga, igual a da Luiza, feita instantes antes. Depois seguimos viagem para Vitória,  no Espírito Santo, onde nos hospedamos na casa dos queridos companheiro de viagem e amigos Carol e Balão. Fugimos da semana mais fria do Rio Grande do Sul em 2011. Enquanto aqui fazia -2º a tarde, lá pegamos temperaturas de até 27º, curtimos a praia e até rolou uns banhos de mar.

     Me senti o máximo de biquini e de barrigão. Curti muito ficar sentada na areia, aproveitando o sol, comendo camarão e tirando a rufa do inverno gaúcho. Deu até para pegar uma cor!

     Enquanto todos tomavam suas Skols geladas, me rendi à Liber, cerveja sem álcool. Definitivamente gosto de saborear uma cerveja, não interessa se com ou sem àlcool. Claro que a graça da loira está na tonturinha, mas o lado psicológico conta bastante. É a mesma história dos fumantes que quando querem deixar do vício, "fumam" uma caneta ou um pedaço de cenoura. Costumava dizer que lá pela terceira lata de Liber já começava a ficar bêbada. Sem contar a maravilha que é acordar no dia seguinte sem ressaca! Perfeito!!

     Uma pessoa muito querida que conhecemos em Vitória foi a Lu, que trabalha na casa do Balão e da Carol. Ela adora bater um papo, nos levou conhecer a casa dela e um dia, do nada, ela me olhou e disse que eu estava esperando um menino, porque meu rosto estava com muitas espinhas e quando se está grávida de menina, a pele fica um pêssego e tal e coisa e coisa e tal... aí eu contei pra ela que provavelmente sim, eu esperava um menino, mas que iria confirmar a informação somente quando voltássemos à Santa Rosa, dali uns dias. Enquanto isso, o Marcelo (ou Pedro...) começava a dar chutes mais fortes e eu já estava pensando que ao invés de correr de motocross, quem sabe ele seria jogador de futebol?

 Enquanto o pessoal passava um frio danado no Sul, nós nos esbaldávamos no calorzinho do inverno de Vitória.