Embarquei pros EUA numa sexta feira, 13 de maio, com a cara e a coragem. Nunca tinha andado de avião antes, e fiquei com medo de me separar da minha mala, pois o pai disse enfaticamente, várias vezes, que ela seria extraviada e que eu ficaria só com a roupa do corpo na terra do Tio Sam. Bueno, enquanto não vi a mala na esteira, não sosseguei.
Achei que o aeroporto de Newark fosse como a rodoviária de Porto Alegre. Quando vi que me enganei (redondamente...), resolvi seguir o fluxo e tentar achar a saída, já que não falava nada em inglês a não ser: "I don't speak English!" (depois disso, criei vergonha e fiz intensivo de Inglês, pelo menos agora bato um papinho de leve...). Eis que o pessoalzinho simpático da imigração me descobriu e me levou pra famigerada salinha que os imigrantes ficam aflitos sem saber o que vai acontecer.
Alguém aí lembra da Sol, da novela América? Me senti a própria. Estava só esperando me deportarem, e fiquei imaginando minha entrada triunfal no país pelo México, tudo pra ver o Bruno. Mas dúvida da imigração era como eu estava vindo do Brasil com um passaporte Italiano. Até explicar tudo e aguardar a checagem da reserva do hotel, etc, etc passaram-se longos 40 minutos. Pensei cá com os meus botões que o Bruno já estaria cansado de esperar e deveria ter ido embora dormir, pois já eram quase 8 da manhã.
Depois da carimbada no meu passaporte me dando 30 dias de "licença" pra ficar em terras americanas, continuei seguindo o fluxo até encontrar o Bruno, com um sorriso e de braços abertos me esperando, pacientemente no portão do desembarque.
Ficamos perdidos dentro do aeroporto procurando a nossa saída por uma hora e meia (aí tive certeza que, se o Bruno não estivesse lá comigo, certamente eu continuaria perdida lá dentro por uns 3 dias, no mínimo), até que conseguirmos pegar a van do hotel. Ele me levou pra conhecer a cidade, saímos com uns amigos dele e no outro dia fomos pra casa que ele morava com o Geison e o Neno, numa cidade próxima.
Sinceramente, não tinha maiores pretensões com o Bruno. Queria mesmo era vê-lo, ficar perto dele, já que sempre me senti tri bem ao seu lado. Mas como fui oficialmente pedida em namoro, confesso que fiquei com a boca nas orelhas. Nunca imaginei namorar o Bruninho, que eu almejava desde os 15 anos. Mas essa parte da história merece outro post, outra hora.
Desde que nos casamos, há quase 4 anos, nem eu nem o Bruno nos lembramos do nosso aniversário de namoro. Espero que nos anos que virão a gente se lembre mais desse dia tão legal.
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